2006

2006 foi um ano de reacomodação total pra mim.

Voltei a estudar para terminar de uma vez o curso de jornalismo. Um ano ainda por agüentar. Decidi abandonar o Semana 3 que, apesar de ter sido excelente fazer durante algum tempo, foi também muito cansativo e, bom, eu ainda tenho problemas com bancos e tudo mais.

O que mais? Mudei de casa. Arranjei um emprego. Depois de ter votado no Lula em 2002, votei no Alckmin em 2006. Acho que mudei bastante este ano – não mais que em 2005, mas ainda assim bastante.

Parei, definitivamente, de acompanhar a cultura pop. Passei a ouvir jazz. Tive vontade de largar o jornalismo. Tive vontade de virar publicitário. Depois, cientista. Ganhei novos amigos. Em compensação, perdi o contato com alguns.

Em 2006, tomei coragem e operei da miopia. Foi duro mas valeu a pena. Outro mundo se abriu na minha frente. Adeus, óculos de grau. Olá, Rayban escuro.

O São Paulo não conseguiu manter os títulos da Libertadores e do Mundial, mas foi campeão brasileiro. Na Copa do Mundo, vi com pesar o Brasil perder para a França e, com mais pesar ainda, esta perder para a Itália.

Deixei de ler “CartaCapital”. Voltei a ler o “Estadão”. “Piauí” está aprovada. A “Rolling Stone” brasileira, não.

Burger King e Subway em Campinas são boas idéias.

Li menos livros do que gostaria. Tinha prometido ler, pelo menos, três livros por mês (sei que falar isso soa um pouco afetado). Não deu, parei nos 25. Entre os que mais gostei estão “Sábado” (Ian McEwan), “Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano”, “Amor, Pobreza e Guerra” (Christopher Hitchens), “Tudo se Ilumina” (Jonathan Safran Foer) e, o que li com maior entusiasmo, “Breve história de quase tudo” (Bill Bryson), que me fez querer ler mais sobre ciência. Destacaria também a antologia do “Pasquim”, que traz textos ótimos, mas também muito lixo sessentista.

Fui também pela primeira vez pra FLIP – Festa Literária Internacional de Parati, em agosto. Gostei. Voltarei.

Fiz um ensaio de fotos bacana.

No cinema, continuei com a minha preguiça em ir ver filmes na tela grande. O que vi de melhor (nem sei se todos são de 2006): “Munique”, “Capote”, “Orgulho e Preconceito” e “Manderlay”. O que vi de pior: “Pergunte ao Pó” (tenebroso), “Irreversível” e, hmm, deixa eu ver, “Edukators”. E “O Segredo de Brokeback Mountain”? Pra mim, um filme normal.

Era isso. Se eu lembrar de mais alguma coisa, volto aqui. Até o ano que vem.

(Dezembro de 2006)

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