Lanny Gordin

O primeiro ácido que Lanny Gordin tomou foi em uma excursão com o cantor Jair Rodrigues, no início de 1972. Quando o efeito bateu, Lanny sentiu-se em outro mundo, numa espécie de nirvana. “Começou aí a minha viagem pro interior de mim mesmo. Foi sensacional”, relembra. A excursão havia começado em Londres e passado por Estocolmo, Amsterdã, Lisboa, Paris e outras cidades européias. Lanny vivia o auge de sua carreira de guitarrista. Após a turnê, voltou a Londres para descansar. O ácido lisérgico foi presença constante nessa excursão.

(…)

Alexander Gordin, 56 anos, é um sujeito alto, tímido, extremamente gentil, com um ar de cientista maluco e criança inocente. Traz no semblante e na voz seqüelas da bad trip, dos choques no sanatório e da esquizofrenia, doença diagnosticada depois da overdose. Em uma conversa, é comum ele se perder no raciocínio e perguntar em que ponto estava e, logo depois, dar gargalhadas. Há quem diga que Lanny passou por uma bad trip e nunca mais saiu dela.

Estes aí são trechos de um perfil que fiz do guitarrista Lanny Gordin, uma (ops) lenda da música brasileira. Coloquei ali no meu portfólio. Embora muito trabalhoso (e incompleto), foi um dos textos que eu mais gostei de escrever até hoje.

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