O mundo é desigual e injusto. Ponto

Ler esta história dos estudantes cubanos que vêm fazendo críticas ao regime (aqui e aqui) – embora os estudantes sejam partidários da “revolução” -, só reforça uma coisa que penso há muito tempo: o mundo é desigual, injusto e é assim mesmo. As pessoas – em qualquer regime que seja: capitalismo, socialismo – sempre serão diferentes, sempre terão comportamentos diferentes. Sempre haverá desigualdade, injustiça. Estou defendendo isso? É óbvio que não.

Essa história de o socialismo querer igualar as pessoas, com uma pretensa “igualdade de direitos”, é uma tremenda fraude. Veja o que o governo de Fidel Castro conseguiu depois de anos e anos de ditadura (partido único, imprensa estatal etc.). As pessoas não têm sequer o direito de ler os livros que querem ler, acessar os sites que quiserem, sair do país para nunca mais voltar, se assim desejarem fazer.

A liberdade não seria muito mais interessante do que uma pretensa igualdade? Até porque, sejamos honestos, igualdade em Cuba não existe. Há e sempre haverá os privilegiados, a burguesia estatal, os que mamam nas tetas do governo – de qualquer governo.

Repetindo aqui um argumento surrado, mas válido: as pessoas têm o direito de fazer as suas próprias escolhas. Um país só crescerá assim: escolhendo, errando, batendo cabeça. É o velho aprender com os erros.

Não existe aquela lenga-lenga de não mimar demais os filhos, não protegê-los da “vida real”, para que cresçam por si só, errem e amadureçam? Pois é. O que estes governos ditatoriais querem fazer é a monumental estupidez de “proteger” as pessoas – o que é pior: achando que as pessoas são coisa, propriedade, uma massa sem direito a escolhas. Isso me soa tão velho e retrógrado. Querem proteger as pessoas da subversão, da pornografia, do comunismo, do capitalismo, das injustiças.

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Uma resposta para O mundo é desigual e injusto. Ponto

  1. Karam disse:

    Oi Carlos. Sei que a abordagem que vc deu ao texto é política, mas esse assunto me remete à um tema espiritual.
    Quero falar um pouco sobre o budismo, o budismo original (não o budismo político). Uma das premissas dessa religião é: “viver é sofrer”. As nossas escolhas influenciam em mais ou menos sofrimento, nessa ou no outro renascimento. As nossas escolhas pode nos fazer renascer eternamente ou estancar o sofrimento alcançando o Nirvana. O mundo é justo, mas a justiça ultrapassa o limite dessa existência – acredita assim tb os espíritas e afins.
    Nessa ótica “livre” do budismo pode até existir um deus, mas ele não faz a diferença em seu caminho de escolhas na existência de seu carma. A responsabilidade é sua por ser capitalista, socialista, comunista…ou qualquer coisa
    Acredito que temos que evoluir do “somos todos iguais” para o “somos todos um”.

    um abraço

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