Ronaldo e o ponto de desequilíbrio

Malcolm Gladwell tem um livrinho fascinante chamado “Ponto de Desequilíbio” (do qual escreverei mais em breve). Nele, o jornalista trata das epidemias comportamentais, mais especificamente de como se criam essas epidemias, qual o ponto de desequilíbrio por trás. O subtítulo do livro sintetiza: como pequenas coisas podem fazer uma grande diferença. O fósforo da capa resume ainda melhor: um simples fósforo pode causar um estrago gigantesco.

Mas tudo isso pra falar de Ronaldo Fenômeno, que, no jogo contra o Santos, no domingo, mostrou que é o melhor exemplo do “ponto de desequilíbrio” no futebol – esse esporte fantástico no qual um jogador pode fazer toda a diferença do mundo, em uma jogada inesperada e genial. Romário, na Copa do Mundo de 94, foi um exemplo disso: quem apostaria que aquele time, sem o baixinho, seria campeão do mundo?

Ronaldo mostrou que, ainda gordinho e fora da forma física ideal, é capaz de desequilibrar uma partida. Os dois golaços de canhota são a prova de que ele está acima de todos os atacantes do Brasil.

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